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Direitos Trabalhistas

Empresa pode demitir funcionário durante afastamento médico?

Saiba se a empresa pode demitir o funcionário durante afastamento médico, quando há estabilidade, o que muda por acidente de trabalho e como proteger seus direitos.

Capa do artigo Empresa pode demitir funcionário durante afastamento médico?

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Resumo rápido

Saiba se a empresa pode demitir o funcionário durante afastamento médico, quando há estabilidade, o que muda por acidente de trabalho e como proteger seus direitos.

Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre trabalhadores que passam por problemas de saúde. A resposta depende do tipo de afastamento — e faz muita diferença financeira para quem está doente e já está em situação vulnerável.

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Tipos de afastamento médico e suas proteções

Afastamento de até 15 dias (licença médica curta)

Nos primeiros 15 dias de afastamento por doença, o salário é pago pela empresa — não pelo INSS. Durante esse período, o contrato de trabalho está em vigor normalmente.

A empresa pode demitir durante esses 15 dias? Tecnicamente, sim — a licença médica de curta duração não gera estabilidade automática pela CLT. Mas a demissão nesses casos costuma ser vista como abusiva pela Justiça do Trabalho, especialmente se comprovado que a doença era do conhecimento da empresa antes da demissão.

Afastamento pelo INSS (acima de 15 dias) — auxílio por incapacidade temporária

A partir do 16º dia de afastamento, o INSS assume o pagamento do benefício (auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença). Nesse período:

  • O contrato de trabalho fica suspenso — não extinto
  • A empresa não paga salário, mas o vínculo permanece
  • Em regra, não há estabilidade automática apenas por estar recebendo o auxílio

A empresa pode demitir durante o auxílio por incapacidade? Sim — a doença comum (que não tem relação com o trabalho) não gera estabilidade automática. A empresa pode enviar a carta de demissão, mas precisa esperar o retorno do trabalhador para formalizar o TRCT.

Afastamento por acidente de trabalho ou doença ocupacional

Aqui a regra muda completamente. O trabalhador que se afasta por acidente de trabalho ou doença ocupacional (causada ou agravada pelo trabalho) tem estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho.

Durante o afastamento em si e por 12 meses após o retorno, a empresa não pode demitir sem justa causa. Demissão nesse período é nula e gera direito a reintegração ou indenização.


Como identificar se é acidente de trabalho ou doença comum?

A distinção é feita pelo CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) e pela perícia médica do INSS, que classifica o afastamento como:

  • B31: doença comum (sem relação com o trabalho) → sem estabilidade
  • B91: acidente de trabalho ou doença ocupacional → com estabilidade de 12 meses após o retorno

Se o afastamento foi classificado como B91 e a empresa demitiu o trabalhador, a demissão é inválida — e o trabalhador tem direito à reintegração ou indenização substitutiva.


O que acontece com o FGTS durante o afastamento?

Durante o afastamento pelo INSS (a partir do 16º dia), o contrato fica suspenso. O depósito de FGTS não é obrigatório durante a suspensão do contrato em afastamentos por doença comum.

No entanto, para afastamentos por acidente de trabalho (B91), o FGTS continua sendo depositado normalmente durante todo o período de afastamento — a empresa é obrigada a manter os depósitos.


A empresa pode mandar carta de demissão para o afastado?

Pode enviar, mas a rescisão só produz efeito após o retorno do trabalhador. A empresa não pode formalizar o TRCT com o trabalhador ausente por motivo de saúde.

Se a demissão ocorreu durante afastamento por acidente de trabalho (B91), a carta é nula desde o início.


O trabalhador afastado pode pedir demissão?

Sim. Mesmo afastado, o trabalhador pode comunicar o pedido de demissão. Nesse caso, as verbas seguem as regras do pedido de demissão — sem multa de FGTS, sem seguro-desemprego.


O que fazer se for demitido durante afastamento indevido?

  1. Verifique a classificação do afastamento (B31 ou B91) na documentação do INSS
  2. Se for B91, reúna o CAT, o benefício e a carta de demissão
  3. Consulte o sindicato ou um advogado trabalhista
  4. Ingresse com reclamação trabalhista pedindo reintegração ou indenização substitutiva

💡 Se foi demitido após afastamento, calcule suas verbas com a Calculadora do Acerto Exato e verifique se o acerto está correto.


As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e informativo. A análise sobre estabilidade no afastamento médico depende da classificação do benefício previdenciário e das circunstâncias de cada caso. Consulte um advogado trabalhista para avaliação específica.

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Sobre o autor: Acerto Exato

Equipe especializada em direitos trabalhistas, FGTS e conferência de rescisão.

Conteúdo com linguagem clara, revisão editorial e foco prático para apoiar decisões trabalhistas com mais segurança.