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Direitos Trabalhistas

Atestado médico recusado pela empresa: o que fazer?

Saiba o que fazer quando a empresa recusa o atestado médico, quando a recusa é ilegal, como documentar a situação e quais são seus direitos trabalhistas.

Capa do artigo Atestado médico recusado pela empresa: o que fazer?

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Resumo rápido

Saiba o que fazer quando a empresa recusa o atestado médico, quando a recusa é ilegal, como documentar a situação e quais são seus direitos trabalhistas.

Apresentar um atestado médico e ter ele recusado pela empresa é uma situação que deixa o trabalhador em posição difícil — especialmente quando a falta já ocorreu e um possível desconto no salário está em jogo.

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Mas existem limites para o que a empresa pode e não pode fazer.


A empresa pode recusar um atestado médico?

A resposta é nuançada. A empresa tem o direito de verificar a regularidade do atestado — mas não pode simplesmente ignorar um documento legítimo emitido por profissional habilitado.

Atestados que a empresa deve aceitar:

  • Emitidos por médico (CRM válido) ou cirurgião-dentista (CRO válido)
  • Com data, assinatura e carimbo do profissional
  • Indicando o número de dias de afastamento
  • Compatíveis com o estado de saúde do trabalhador

Quando a empresa pode questionar:

  • Atestado sem assinatura, sem carimbo ou sem data
  • Atestados claramente falsos ou adulterados
  • Atestados de profissional com CRM/CRO inativo ou suspenso

A empresa é obrigada a aceitar atestado de médico particular?

Sim. A CLT e a jurisprudência trabalhista reconhecem que atestados de médicos particulares têm a mesma validade jurídica de atestados do SUS ou de planos de saúde — desde que emitidos por profissional habilitado.

Exigir que o atestado venha de convênio específico ou do médico do trabalho da empresa é uma prática sem base legal.


A empresa pode exigir o CID no atestado?

Esse é um ponto sensível. O Conselho Federal de Medicina (CFM) considera que o CID (Código Internacional de Doenças) é informação médica confidencial e o profissional não é obrigado a incluí-lo no atestado.

A empresa não pode recusar o atestado pela ausência do CID — a validade do documento não depende dessa informação.

Se a empresa exigir o CID como condição para aceitar o atestado, o trabalhador pode denunciar ao CRM estadual e ao sindicato da categoria.


Qual o prazo para entregar o atestado?

A CLT não define um prazo específico nacional. As convenções coletivas e os regulamentos internos das empresas geralmente estabelecem um prazo — comum é de 48 horas após o retorno ao trabalho.

Verifique o que diz a convenção coletiva da sua categoria e o regulamento interno da empresa. Se não houver prazo específico, entregue o mais rápido possível.


O que fazer se a empresa recusar o atestado legítimo?

Passo 1: Registre a recusa por escrito

Envie um e-mail ao RH informando que apresentou o atestado e descrevendo a recusa. Solicite a justificativa da recusa por escrito.

Passo 2: Consulte o sindicato

O sindicato pode intermediar a situação e orientar sobre os direitos específicos da categoria.

Passo 3: Denuncie ao MTE

Se a recusa resultar em desconto indevido no salário ou em punição injusta, registre denúncia no portal gov.br.

Passo 4: Reclamação trabalhista

Se houve desconto indevido baseado na recusa injustificada do atestado, o valor pode ser cobrado judicialmente com juros e correção monetária.


A recusa de atestado pode fundamentar rescisão indireta?

Se a recusa sistemática de atestados fizer parte de um padrão de assédio moral ou de conduta abusiva da empresa, pode sim contribuir para fundamentar um pedido de rescisão indireta.


💡 Entenda também como funcionam as faltas e o desconto no DSR para proteger seu salário.


As informações deste artigo têm caráter exclusivamente educativo e informativo. As práticas sobre atestados médicos podem variar conforme a convenção coletiva e o regulamento interno da empresa. Consulte o sindicato da sua categoria para orientação personalizada.

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Sobre o autor: Acerto Exato

Equipe especializada em direitos trabalhistas, FGTS e conferência de rescisão.

Conteúdo com linguagem clara, revisão editorial e foco prático para apoiar decisões trabalhistas com mais segurança.